A importância da Cultura Maker na educação Deixe um comentário

Estimular desde cedo crianças e adolescentes a colocarem a mão na massa e ter pensamento crítico é vital para que os alunos saiam da sala de aula como pessoas, cidadãos e profissionais criativos, autônomos e proativos. Seguindo esta lógica, muitas escolas que procuram ensinar os alunos de forma diferente encontraram um novo aliado nessa missão: a cultura maker.

Por causa dos conceitos inovadores, vemos muitas discussões de como a cultura maker pode transformar o método de ensino utilizado atualmente em grande parte das escolas. Discussões que estão se tornando cada vez mais comuns à medida que professores e diretores estudam sobre o assunto e buscam meios para começar a implantar esta cultura dentro de sala de aula.

Existem diversas formas criativas de introduzir a cultura maker na educação, seja por meio de cursos de programação, apresentando componentes eletrônicos básicos para os alunos, levando Kits educacionais com desafios simples para sala de aula ou até com projetos revolucionários para os alunos construírem do começo ao fim. 

Todos estes meios e projetos estimulam os alunos a criar mesmo que estejam apenas começando. Neste artigo vamos falar sobre estas opções, explicar a ligação com a cultura maker e a importância de todos eles para educação. 

Criança montando projeto de eletrônica da cultura maker
                                                                                            Fonte ADZ – Educação e Tecnologia

O que é a cultura maker?  

O movimento maker nasceu no final de 1960 e teve como inspiração alguns traços do movimento punk, que se baseiam em conceitos como a ausência de regras na criação e independência individual. Seguindo esta linha, os adeptos a cultura maker defendem a livre criação, isso é, a ideia de que qualquer pessoa consegue construir, consertar ou criar seus próprios projetos. 

A cultura maker é a cultura do “faça você mesmo” (Do It Yourself, em inglês) e engloba pessoas que não hesitam na hora de colocar a mão na massa, criadores natos que encontram soluções divertidas para problemas rotineiros. Esta cultura se baseia em quatro pilares muito importantes: 

Criatividade: é muito importante dentro da cultura maker criar com as próprias mãos e estimular a originalidade. O princípio é que o maker tenha a ideia e comece a criar logo em seguida sem deixar a ideia morrer no papel. 

Colaboração: conceito fundamental da cultura maker, neste ecossistema todo mundo trabalha junto, de forma colaborativa, em rede. Mesmo quando está sozinho. Por exemplo, o maker pode pegar uma ideia que já foi criada, tirar ela da rede e recriar a ideia, dando origem a algo novo; e depois desse processo, colocar o projeto novamente na rede para que outros possam fazer a mesma coisa. Este, inclusive, é o conceito do Open Source.

Sustentabilidade: a cultura maker evita o desperdício ao ensinar como utilizar o máximo de todos os recursos disponíveis sem nenhum tipo de desaproveitamento. 

Escalabilidade: dentro da cultura maker, tudo que é criado pode ser replicado, multiplicado e ganhar escala sem muitos gastos. 

Além disso, os makers também podem trabalhar em espaços colaborativos, tais como o MakerSpace, que é um lugar aberto onde o maker pode criar e desenvolver seus protótipos, e o Fab Lab, uma rede internacional de laboratórios de fabricação. Basicamente, esses espaços são estúdios onde equipes se reúnem para trocar ideias livremente enquanto montam, trabalham, criam e experimentam. 

Podemos notar o crescimento da cultura maker ao analisarmos alguns fatores: as ferramentas makers, tais como impressoras 3D, foram ficando mais acessíveis ao longo dos anos. Se em 2014, uma boa impressora 3D custava cerca de US$ 50.000, atualmente é possível encontrar uma impressora 3D de qualidade por US$ 1.800. 

Com a impressora 3D, por exemplo, o usuário tem uma mini fábrica em casa, na escola ou no escritório; e pode assim construir qualquer coisa. Algo que era inimaginável alguns anos atrás. 

No livro The Long Tail (A Cauda Longa), Chris Anderson afirma que a cultura maker é a nova Revolução Industrial, que busca tirar o poder das indústrias e passar para a mão do consumidor. Além disso, salienta que um dos principais objetivos da cultura maker é democratizar o conhecimento e tornar mais rápido, prático e acessível o processo de confecção de produtos. 

Mostramos abaixo um exemplo de projeto maker, uma automação residencial que permite acender e apagar uma lâmpada com apenas um clique:

imagem mostra um projeto maker em funcionamento, uma mão ligando uma pequena lâmpada através de um celular
                                                                                    Exemplo de projeto Maker

A importância de aplicar a cultura maker na educação

A Cultura maker é a grande nova aliada do aprendizado, pois transforma a escola, muitas vezes um ambiente desmotivador, em um espaço amplo voltado para instrumentação, experimentação e prática do conhecimento. Um espaço que ensina alunos a resolver problemas de forma criativa e prática. 

A implantação maker nas escolas não significa que a sala de aula que conhecemos hoje, baseado no sistema tradicional de ensino, deixaria de existir totalmente, mas que sofreria modificações significativas. 

Ao acrescentar a cultura maker nos métodos de ensino, o ambiente escolar se torna muito mais 

colaborativo, de forma a estimular o aprendizado com o conceito do “Faça Você Mesmo”; além de aumentar a interação entre alunos e professores. Tudo isso dá origem a uma metodologia ativa de ensino, em que o professor deixa de ser um expositor de conteúdo, ocupando um papel de autoridade, para se tornar um tutor, instigador pela busca do conhecimento e inovação. 

Com a sala de aula tradicional substituída por este novo modelo, o ensino passa a ser associado com inovação e a cultura da experimentação passa a ser padrão na educação, tanto do ensino fundamental quanto do médio. 

Engana-se quem pensa que a cultura maker se limita ao número de laboratórios disponíveis na escola, afinal a cultura maker não está ligada somente a tecnologia. Há muitas maneiras de estimular os alunos a colocarem a mão na massa, por exemplo, com robótica, culinária, lego, horta comunitária, construção de projetos, marcenaria e até  desenvolvimento de jogos (eletrônicos ou não). São diversas formas de fazer o aluno produzir por si mesmo e assim desenvolver habilidades práticas. Só é preciso que o estudante tenha liberdade e apoio para experimentar e criar.

Além de todos os benefícios mencionados, ao ministrar projetos, os alunos ainda desenvolvem a interdisciplinaridade, isto é, aprendem matérias como matemática, química, português, inglês enquanto criam. Um aprendizado que antes era limitado ao papel e a caneta, agora é apresentado de forma descontraída.

Nas classes mais avançadas, a cultura maker também pode ativar habilidades que serão muito valiosas no mercado de trabalho, tais como liderança, criatividade, proatividade, versatilidade para lidar com problemas, empatia, além de conhecimentos técnicos sobre diversas áreas. Isso é, realmente prepara os alunos para o futuro.

A Cultura maker nas escolas também serve para apresentar conceitos da realidade para criança e adolescente, no caso, uma realidade em que elas vão se deparar com problemas, vão se frustrar quando algo não sair como planejado e vão ter que encontrar soluções apropriadas e se desenvolver à medida que novos obstáculos vão aparecendo. 

Uma vez que a criança se frustra ao fazer um projeto que não dá certo, ela se encontra com a realidade que vai experimentar ao longo de toda sua vida. E esta é a melhor hora para ter este tipo de experiência, visto que ela ainda está sob tutoria de especialistas. Tudo isso prepara o aluno para que no futuro, quando ele se deparar com problemas e frustrações, ele saiba lidar com isso.

Inclusive, já tem escolas que estão implantando a cultura maker em ambiente escolar e que têm ganhado destaque por isso. Como podemos ver na matéria publicada pelo G1.

Estudantes do ensino médio montando um projeto de eletrônica em cima de uma mesa de sala de aula
                                                                                                              Fonte G1

Como aplicar essa cultura na prática?

Como já estipulado, a educação maker é uma forma de ensino que estimula o aprendizado teórico e prático, fortemente representada pela abordagem colaborativa, da experimentação, que usa projetos para implantar uma nova forma de ensinar. 

O importante na hora de implantar a cultura maker em sala de aula é, além de incentivar o desenvolvimento das habilidades já mencionadas, focar em apresentar e aproximar os alunos de assuntos como Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). Áreas-chave que dialogam estreitamente com todas as outras e possibilitam explorar inúmeras temáticas. 

Uma forma de começar a normalizar esta cultura nas escolas é levar opções para os alunos experimentarem, seja com cursos que vão servir como porta de entrada para o mundo da programação, ou com Kits básicos que apresentem componentes como Arduino junto com projetos simples de serem montados, ou ainda com projetos mais específicos, tais como a criação de um robô.

A FilipeFlop oferece diversas opções para instituições que estão procurando formas criativas de implantar a cultura maker nas escolas. Criações próprias que foram projetadas para estudantes com os mais variados níveis de conhecimento: iniciante, intermediário e até avançado. Veja alguns exemplos: 

KITS ESPECIAIS: Os Kits Especiais são projetos temáticos exclusivos da FilipeFlop criados para oferecer uma experiência maker completa e ensinar com base na cultura do “faça você mesmo”. Cada projeto utiliza um ou mais componentes famosos do mundo da eletrônica e impressão 3D, tais como Arduino, Raspberry, ESP32, ESP8266, NodeMCU e muitos outros! 

Projetos dispostos em cima de uma mesa. Estes que incluem uma planta, um cofre em forma de cubo de madeira e uma nuvem
                                                                                          Exemplos de Kits Especiais já existentes

KIT MAKER: O Kit Maker é um conjunto de componentes e projetos perfeito para alunos ávidos por aprender e colocar a mão na massa. O principal intuito deste projeto é fornecer os componentes necessários e ensinar de forma simples como montar diversos circuitos. 

Composto por materiais, projetos e cartões explicativos, buscamos deixar o Kit o mais didático possível, tendo em vista que muitas vezes ele é o primeiro contato de alguém com a eletrônica. Os projetos seguem uma sequência lógica, seguindo uma trilha de aprendizado que permite aos estudantes evoluir aos poucos, de forma que no final sejam capazes de criar os seus próprios projetos! 

Em grande parte dos Kits, o Arduino é a estrela principal e mostra toda a sua versatilidade e potencial na hora de montar projetos das mais variadas formas e para os mais diversificados objetivos. A plataforma Arduino também é uma das mais populares, intuitivas e práticas para quem está procurando começar no mundo da eletrônica, programação e prototipagem.


O Kit Maker é perfeito para alunos mais iniciantes que estão começando no mundo da eletrônico e programação, sendo adequado, inclusive, para estudantes que nunca tiveram contato antes com projetos ou com o mundo maker.


E o melhor de tudo é que o aluno não está por conta própria, o Kit vem acompanhado de um Curso Online, que explica os programas, os componentes e conta com aulas específicas para cada projeto.

Professores que querem implantar a cultura “faça você mesmo” na sua sala de aula, encontrarão no Kit Maker um grande aliado, pois estimula alunos do ensino fundamental e médio a desenvolverem novas habilidades, a explorarem sua criatividade e a ganharem confiança e autonomia ao criarem e colocarem projetos em prática. 

Os Kits Especiais buscam revolucionar todo o processo de criação e são extremamente adequados para escolas que querem levar projetos diferenciados para sala de aula e fornecer uma experiência totalmente nova para os estudantes.

Se você quiser saber mais sobre os Kits Especiais, descobrir as principais edições disponíveis e vantagens de implantá-los na grade de ensino, clique aqui e leia nosso artigo sobre o assunto. Nele, focamos exclusivamente nos benefícios que os Kits agregam na educação e na implantação da cultura maker.

Kit Maker e seus componentes
                                                               Kit Maker e seus componentes

CURSOS DIGITAIS: Cursos digitais que ensinam detalhadamente como aplicar conceitos de eletrônica na teoria e na prática. Os cursos da FilipeFlop contam com aulas dinâmicas constituídas por simulações, exercícios e materiais extras que incentivam o aluno a colocar a mão na massa.

Todos os cursos fornecem um certificado de conclusão, em que um especialista em programação e eletrônica valida a expertise do aluno e seu progresso. Além disso, por serem digitais, os cursos oferecem mais liberdade para aprendizado, sendo possível estudar quando, como e onde quiser, basta ter acesso a internet. 

O objetivo dos cursos é que o aluno finalize as aulas capaz de compreender os conceitos da eletrônica e programação e que consiga começar a criar seus próprios projetos como um profissional. Por isso temos grande foco em produzir aulas que estimulem o usuário a ir colocando em prática o conhecimento enquanto aprende. 

Estudante montando projeto enquanto assiste o curso
                                                                           Estudante montando projeto enquanto assiste o curso

Conclusão 

Ao implantar a cultura maker, as escolas podem revolucionar seu modo de ensinar e desenvolver alunos mais capacitados no quesito pessoal e emocional ao acabar com desmotivação causada pelo meio de ensino tradicional. 

Enquanto em grande parte das salas de aula professores têm que lutar pela atenção do aluno, instituições de ensino que aderirem ao mundo maker terão alunos instigados e motivados, melhorando a qualidade de ensino tanto para estudantes quanto para professores.

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