Sistema criado pela NVIDIA permite que robôs aprendam tarefas observando humanos Deixe um comentário

Muitos de vocês devem conhecer a NVIDIA por causa das famosas placas gráficas desenvolvidas para games. O que poucos sabem é que a empresa vem investindo pesado em pesquisas e trabalhos com Inteligência Artificial e Robótica, tornando-se uma das gigantes do Vale do Silício. Inclusive, ganhou o título de empresa mais inovadora do mundo em 2017, segundo a Revista Technology Review, do MIT.

Fazendo jus a este título, pesquisadores da NVIDIA desenvolveram recentemente um sistema de aprendizagem profunda (Deep Learning, em inglês), onde robôs são capazes de observar e imitar movimentos humanos. Ou seja, através da comunicação entre ambos, o robô é capaz de realizar exatamente a mesma tarefa apenas observando o movimento do ser humano.

pesquisa NVIDIA

Mas, como isso é realmente possível? Primeiro, vamos entender o conceito básico que está por trás deste feito.

O que é Deep Learning

O Deep Learning se refere a uma subcategoria de aprendizado de máquina. Ou seja, um aprendizado mais profundo que utiliza algoritmos complexos e redes neurais, imitando um cérebro humano. Isso permite que máquinas possam reconhecer objetos e vozes em tempo real, por exemplo. Trata-se de um conceito bastante promissor, podendo ser aplicado em diversos segmentos e indústrias, como no caso da NVIDIA.

O Deep Learning possui uma vantagem, já que não necessita que o sistema receba uma quantidade grande de dados para treinar o sistema, como no caso do Machine Learning, por exemplo.

Como foi realizado o experimento da NVIDIA

Os cientistas utilizaram cubos empilhados para realizar a demonstração da tarefa. Primeiro, um humano empilhou os cubos e, depois, o robô executou a ação da mesma maneira. O sistema opera em um loop fechado, mas, se algo estiver errado no programa previsto, o humano pode repetir a demonstração ou editar o programa diretamente.

Neste vídeo, a própria NVIDIA explica como ocorreu o experimento:

Recentemente, a equipe de pesquisa da empresa apresentou o projeto na Conferência Internacional de Robótica e Automação (ICRA), em Brisbane, Austrália. Os próprios cientistas admitem que ainda há muita pesquisa a ser feita! A maioria das simulações ainda não são fotorrealistas, mas as bases fundamentais para isso já estão prontas. Agora, a equipe planeja expandir o leque de tarefas que os robôs podem aprender, além do vocabulário necessário para descrever essas tarefas.

Você que gosta de ficção científica, só podemos dizer uma coisa: viva este momento!

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Fonte: Tecmundo

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